segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O QUE O CORDEL TEM A DIZER SOBRE A GREVE DOS PROFESSORES



Metamorfose às avessas

Professor Estadual
Pediu reconhecimento,
Planejou um movimento
Pro salário melhorar
Pois do jeito que está
Não dá pra continuar

Se não tiver providência
Um gesto de inteligência
Pras coisa se ajeitar
Não demora muito não
Professor deste rincão
Vai pagar pra trabalhar

Mas nosso grande Cacique
Teve o infeliz palpite
Afirmou que o professor
Tem que ser vocacionado
Deixar dinheiro de lado
E trabalhar por amor

Então vou lhe sugerir
Se o negócio é doação
pode nos dar o exemplo
Governar com o coração
O salário, sem importância,
Doar pra uma fundação

Dizem que o mandatário
Maior da nossa terrinha
Vez em quando se aporrinha
Vai soltando umas abobrinha
Parece uma borboleta
Virando uma lagartinha

O normal é a lagarta
Cansada de ser tão feia
Transformar-se noutro ser
De inigualável beleza
Isso se dá normalmente
È a Lei da natureza

Há muito eu não conhecia
Um caboco tão pedante
Da truculência amante
E grande incentivador
Da voz do tal comandante:
“Paulada em professor”

Pela TV assistimos
Um show de pancadaria
Que bela patifaria
Sem falar da covardia
Pois bater em educador,
È coisa de ditador

O uso da violência
Contra aqueles docentes
Foi um ato indecente
E machucou toda gente
Juro, vai ficar marcado,
No imo da nossa mente!

Meu “grande governador”
Vou propor um desafio
Vamos criar na UECE
Um curso Superior
Pra formação de político
Prefeito, Governador

Pode ser que dessa forma
Quando a gente for votar
Tenha gente preparada
Pro Estado governar
Com ética e competência,
Com calma e sem violência

Pois num estado carente
Mas de gente inteligente
É preciso dialogar
Descer do Trono um momento
E entender o sentimento
Do povo desse lugar

Me desculpe o tratamento
Para com a autoridade
Mas para o bem da verdade
Mesmo que seja suspeito
Depois da arbitrariedade
Eu perdi todo o respeito

Mas não vai ficar assim
Do jeito que está pensando
Pois, o tempo tá passando
E Vai chegar a eleição
E o voto do professor
Você num vai ver mais não!!

Alexandre Girão
Escrito por Alexandre Girão | 05 Outubro 2001
FONTE: APEOC

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A IMAGEM DA COVARDIA



Aqui está o policial, coitado, pau mandado do comando da Polícia Militar do Governador do Ceará. De cacetete em punho ele prepara-se para enfrentar e bater  em um grande bandido... o professor.
Esse bandido perigoso, de alta periculosidade e que por destino, tem a profissão de professor, é simplesmente o cara que vai educar o filho do policial. É o cara, que desarmado, luta para garantir o direito de melhores condições de vida para sua categoria.
Mas o policial foi feito para obedecer...
O Governador Cid Gomes será muito bem lembrado pelo povo do Magistério que o elegeu...
A história se encarregará de providenciar o resto... Lamentável o ato de vandalismo e violência feito pelos policiais militares.... Veja a foto e tire suas dúvidas!!!

Fonte: BENÉ FERNANDES -  POLÍTICA & ALGO MAIS

terça-feira, 17 de maio de 2011

REFLEXÃO SOCIOLÓGICA

“A humanização da mercadoria levou a uma desumanização do próprio homem, que se torna cada vez mais escravo da riqueza gerada pelas suas próprias mãos.”  (Friederich Engels)

CIDADÃOS E OPERÁRIOS DE UM BRASIL EM CONSTRUÇÃO

“Operário em construção”, de Tarsila do Amaral.

    Observe atentamente o que está a sua volta: as paredes que o cercam, o teto que o protege das ameaças externas, o chão firme que lhe dá sustentação, a cadeira em que você está sentado confortavelmente enquanto faz a leitura deste texto. Estamos tão acostumados a todos esses elementos que não paramos para pensar como seria viver sem eles. Pois é. Mas, por trás de cada objeto, de cada coisa que usufruímos, existe um rosto, uma vida, sonhos que são adiados para poder tornar reais os sonhos e desejos de outras pessoas.
     Evocamos aqui uma figura para que possamos pensar a respeito da questão do trabalho em nossa sociedade: o operário. Esse peão do jogo social, que geralmente não é lembrado e reconhecido por muitos, mas que sem o seu trabalho a construção de várias sociedades ao longo da história não teria sido possível. Para isso, tomaremos como exemplo a poesia de Vinícius de Moraes “Operário em construção” e a música “Cidadão” escrita pelo poeta baiano Lúcio Barbosa, famosa na interpretação de Zé Ramalho e outros cantores conhecidos do público. O Operário de Vinícius é um trabalhador que tudo constrói e a tudo atende, inicialmente sem reflexão: “Mas tudo desconhecia/De sua grande missão”. Em outro momento, o operário, porém, se vê surpreso ao constatar que suas mãos trabalharam no que está ao redor de si e ao tomar consciência de que, antes de ser operário de suas construções, era homem. Vai percebendo, em escala ascendente, que grande parte do que possui a cidade foram suas mãos que fizeram nascer - “Não sabereis nunca o quanto aquele humilde operário soube naquele momento [...] O operário emocionado/Olhou sua própria mão/ [...] E olhando bem para ela/Teve um segundo a impressão/De que não havia no mundo/Coisa que fosse mais bela.”
    O operário de Lúcio Barbosa, já movido pela consciência de não ver reconhecido seu trabalho, acaba por mostrar sua indignação com tal descrédito social: “Tá vendo aquele edifício, moço?/Ajudei a levantar/ [...] Hoje depois dele pronto/Olho pra cima e fico tonto/Mas me vem um cidadão/E me diz desconfiado/ ‘Tu tá aí admirado/ ‘ou tá querendo roubar’.” Em sua letra, o autor sempre cita um “Cidadão” que impede o trabalhador de entrar nos locais ou mesmo de contemplar as construções nas quais suas mãos trabalharam. Por fim, o único local em que ele pode entrar é a igreja, onde Jesus lhe diz: “Rapaz, deixe de tolice/Não se deixe amedrontar/Fui eu quem criou a Terra/Enchi o rio, fiz a serra/Não deixei nada faltar/Hoje o homem criou asa/ E na maioria das casas/Eu também não posso entrar”. Esse mesmo operário reflete a contradição da sociedade, pois o  mesmo trabalhador que constrói os belos prédios, as casas e escolas não tem condições de construir seu próprio teto; como também nos faz refletir sobre o significado do trabalho na sociedade atual, cabendo aqui uma pergunta: o trabalho dignifica ou oprime o homem?
    Enquanto esses operários ficam à margem da sociedade, vivendo, ou melhor, sobrevivendo em condições precárias e muitas vezes miseráveis, vivemos gozando do conforto que eles nos proporcionam com sua arte de tijolos, cimento e suor. Muitas vezes, o que temos de sobejo corresponde ao que lhes falta. E, como se não bastasse, são discriminados socialmente por serem pessoas humildes e por seu trabalho ser considerado “menor”, já que não se esconde por detrás de ternos sóbrios, gravatas apertadas e palavras doutas. A pele esbranquiçada pela cal, misturada ao vermelho dos tijolos e enegrecida pelo trabalho de sol a sol é a epiderme de um país, do nosso país, Brasil de todas as cores, das diferenças, um país em construção. Mas a construção não se faz por si só. Para que uma casa seja erguida, são necessários alguns operários; para que um prédio ganhe alturas, são necessários muitos operários; para se construir um país, operários de pá e massa só não bastam, é preciso operários-cidadãos. Somente quando houver a consciência de que somos todos operários de um país em construção, uns operários da palavra, outros operário dos números, operários da terra, operários da saúde, enfim, operários-cidadãos em constante construção, será possível edificar um país menos hipócrita e mais unido.
    Vinícius de Moraes e Lúcio Barbosa nos dão a chave para abrirmos a primeira porta dessa grande mudança: a reflexão. A partir do momento em que os personagens começam a questionar-se e a observar seu trabalho com olhos críticos, percebem a importância que exercem na sociedade. E, da mesma maneira, notam que essa sociedade, cujo crescimento se dá em grande parte por meio de seus esforços, discriminando-os, julgando-os por exercerem um trabalho manual que “não tem valor”, representando apenas as partes úteis que servem ao trabalho, que produzirão riqueza que jamais poderão usufruir. Não são homens, somente braços carregando pedras, mãos misturando a massa, pernas sustentando blocos de cimento, pés trilhando caminhos de novas construções. Observamos que cada indivíduo é chamado a desempenhar determinado papel na vida social; conforme dito acima, contamos com os operários da palavra, os operários dos números, os operários da terra, os operários da saúde e outros, e há uma estrutura de colaboração em que cada peça tem valor fundamental.
    Por fim, o poema "Operário em construção", de Vinícius de Moraes, e a canção "Cidadão", de Lúcio Barbosa servem para algumas reflexões pertinentes a todos, reflexões que esquecemos na esteira do dia a dia, conquanto sejam essenciais para pensarmos a sociedade em que vivemos.
 
Adaptado de Bárbara Fernandes Ferreira e Beatriz Badim de Campos (http://brasildiversificado.blogspot.com/2010/10/consideracoes-operario-em-construcao-de.html)

quarta-feira, 27 de abril de 2011

REFLEXÃO SOCIOLÓGICA

Para que o homem é educado? Para ser conscientizado ou para ser condicionado a obedecer uma determinada ordem estabelecida?  Educamos os homens para que saibam pensar por si próprios ou para que saibam aceitar as regras que os outros pensaram para ele?

domingo, 24 de abril de 2011

SOCIOLOGIA: UM CONHECIMENTO DE TODOS


   Já falamos sobre a importância da Sociologia para a compreensão da vida em sociedade, mas talvez a pergunta “Para que serve a Sociologia?”, ainda permaneça em sua cabeça. Inicialmente, devemos deixar claro que o conhecimento sociológico não oferece respostas prontas, tampouco receitas de como agir na sociedade para tornar-se um cidadão bem-sucedido ou um bom consumidor, mas, através dele, você terá a oportunidade de se defrontar com desafios que poderão levá-lo a refletir sobre o mundo ao qual você pertence, e que envolve suas relações no trabalho, na família, no bairro em que você mora, e até nos seus relacionamentos pessoais e grupos de amigos, e, quem sabe, este conhecimento poderá contribuir para auxiliá-lo a compreender as relações sociais que perpassam a sua vida, ajudando-o a conviver melhor não apenas com as pessoas com quem você se relaciona, mas com os outros diferentes de você, e até mesmo levá-lo a lidar melhor com situações enfrentadas no contexto social em que você se insere. 

domingo, 17 de abril de 2011

O CASAMENTO E AS MUDANÇAS NA SOCIEDADE


Por que tantos casamentos acabam?

     Tirando de lado a intolerância, a falta de fé e a ideologia do descartável, existem “N” teses sobre por que os casamentos acabam tão facilmente na atualidade. A inversão de papéis é uma das mais abordadas.
     O homem, antes o provedor, agora divide lugar com sua parceira. A mulher, antes “rainha do lar”, galga cada vez mais posições de destaque no mercado de trabalho. A mulher, antes submissa, dá as cartas, quer mais que amor, quer prazer, sucesso… O homem, antes o decisor, perde espaço no reinado.
    Muito antes disso, quero crer que a falta de diálogo é muito mais danosa. No mundo atual, o olho no olho cede lugar para as conversas a partir de SMS, MSN, celular, e-mails etc, etc. Há estudos que comprovam que o que falamos a partir desses canais não temos a coragem de falar pessoalmente. Ou seja: não trocamos. E toda a relação demanda troca.
     Logo, quando decidimos casar, morar juntos, adeus SMS, adeus MSN e, então, fim do diálogo – cujo modelo já não era assim tão ideal, convenhamos. Mas há muito mais…
Nossa sociedade aceita com tranquilidade o fim de um casamento. Em alguns casos parece até mesmo haver um estímulo para que mais casais entendam isso como “normal”. É claro que é aceitável, se a relação não é saudável. Infelizmente, o complemento neurótico, às vezes, é mais forte que o complemento do amor, do compromisso, do respeito. Ou seja: relações com um potencial enorme de dar certo acabam. E relações que poderiam nem mesmo existir perduram…

Escolhas

    Bem, muito distante dessas questões temos ainda de enfrentar outras suposições: antes os casamentos eram “arranjados”, hoje se casa por “amor” – mesmo que por um amor distorcido, cobrador, condicionado, mas, ainda assim, com a sensação de que estamos livres para escolher.
Será mesmo? Será que somos assim tão livres para escolher? Será que sabemos manter nossa liberdade mesmo dentro da relação? 

Por Sandra Maia. Disponível em: http://colunistas.yahoo.net/posts/9969.html

Por que os casamentos acabam? Envie-me sua opinião.
Boa semana!

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Quem sou eu

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SOBRE A AUTORA: ANA CARMEM AGUIAR RODRIGUES (LICENCIADA EM CIÊNCIAS SOCIAIS, ESPECIALISTA EM ENSINO DE HISTÓRIA DO CEARÁ E ACADÊMICA DO CURSO DE DIREITO PELA UNIVERSIDADE ESTADUAL VALE DO ACARAÚ – UVA. PROFESSORA SUPERVISORA DO PIBIB -SOCIOLOGIA NA ESCOLA DE EEFM MINISTRO JARBAS PASSARINHO EM SOBRAL-CE.) TEMOS COMO OBJETIVO CRIAR UM ESPAÇO VIRTUAL QUE POSSA SER SER COMPARTILHADO POR PROFESSORES, ALUNOS E LICENCIANDOS DE SOCIOLOGIA, PARTIR DA DIVULGAÇÃO DE MATERIAL DIDÁTICO E O DESENVOLVIMENTO DE PESQUISAS, METODOLOGIAS E EXPERIÊNCIAS VOLTADAS PARA A INTERVENÇÃO, MELHORIA E DEFESA DO ENSINO DE SOCIOLOGIA NA EDUCAÇÃO BÁSICA.